Escassez de diesel no Paraná preocupa produtores e eleva custos durante a colheita
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Com a colheita em andamento, a demanda por diesel aumenta significativamente, impulsionada pelo uso constante de máquinas, caminhões e equipamentos essenciais para o escoamento da produção. No entanto, o que deveria ser uma fase de trabalho acelerado tem se transformado em uma corrida contra o tempo — e contra a falta de combustível.
A situação tem levado produtores a percorrerem longas distâncias em busca de abastecimento, muitas vezes sem sucesso. Quando o diesel é encontrado, outro problema surge: os preços elevados. Relatos indicam valores acima do praticado anteriormente, o que pressiona ainda mais os custos de produção e pode impactar diretamente o preço final dos alimentos.
O alerta também vem de entidades do setor. A UDOP — União Nacional da Bioenergia destaca o risco de desabastecimento e chama atenção para a necessidade de monitoramento e ações rápidas para evitar que o cenário se agrave. Já reportagens do G1 apontam denúncias de preços abusivos em algumas localidades, o que acende um sinal de preocupação para órgãos de fiscalização.
Além do impacto econômico, a escassez de diesel compromete toda a logística do agronegócio, desde a colheita até o transporte e a distribuição. Em um estado onde o setor agrícola tem papel fundamental na economia, qualquer interrupção no fluxo pode gerar efeitos em cadeia.
Diante desse cenário, produtores seguem tentando se adaptar, buscando alternativas e ajustando operações. Ainda assim, a incerteza permanece — e reforça a importância de soluções rápidas para garantir que o campo continue produzindo e abastecendo o país.



