top of page

Guilherme Tupich fortalece o Condrag II com talento, reconhecimento e incentivo à arte

  • 15 de abr.
  • 3 min de leitura

O Condrag II segue reunindo nomes de peso para garantir não apenas um grande espetáculo, mas também um ambiente de valorização e incentivo à cultura.

Entre esses destaques está Guilherme Tupich, que integra o time de jurados desta edição e também se consolida como um dos maiores apoiadores do evento.

Muito além de sua participação na avaliação das performances, Guilherme demonstra seu compromisso com a arte Drag e com o desenvolvimento artístico ao oferecer bolsas integrais de estudo em seu espaço, destinadas às drags vencedoras. Uma iniciativa que vai além do palco e impacta diretamente na formação e no futuro dessas artistas.

Diretor do Multiverso Casa das Artes, professor e bailarino, Guilherme Tupich construiu uma trajetória sólida e respeitada na dança. Sua formação inclui estudos em jazz dance pela Broadway Dance Center, em Nova Iorque, além de formação em ballet clássico — bases que refletem sua técnica, disciplina e olhar apurado para a arte.

Além disso, ele também é membro da banca do SATED, atuando na área da dança no Paraná, o que reforça ainda mais sua autoridade e relevância no cenário artístico.

Sua presença no Condrag II eleva o nível do evento, trazendo não apenas critérios técnicos refinados, mas também sensibilidade artística e compromisso com a valorização cultural.

Em um bate-papo com esta jornalista, Gui compartilha sua visão sobre o evento, destacando a importância de iniciativas como o Condrag II para o fortalecimento da cena artística local e para a criação de oportunidades reais para novos talentos.

Acompanhe a entrevista e descubra mais sobre o olhar de quem vive e respira a arte — dentro e fora dos palcos.

🎤 Guilherme, você tem uma trajetória de sucesso na arte com grandes projetos em PG e Campos Gerais. Ser convidado para participar como jurado do Condrag marca a sua carreira de que maneira?


🤩 Ser convidado para o Condrag não é só um reconhecimento da minha trajetória — é uma confirmação de que o caminho que venho construindo faz sentido dentro de uma perspectiva mais ampla de cultura. A dança sempre foi o meu ponto de partida, mas ao longo dos anos, especialmente com a Multiverso Casa das Artes, eu passei a entender a arte como um território plural, onde diferentes linguagens se encontram.

Participar como jurado me coloca num lugar de responsabilidade: não é apenas avaliar técnica, mas reconhecer potência artística, identidade, discurso. A cultura drag tem uma força histórica de resistência e expressão, e estar nesse espaço é, para mim, um marco de maturidade artística — é quando você deixa de ser apenas executor e passa a ser também formador de olhar.


🎤 A arte faz parte da sua vida no cotidiano, além de ser o seu trabalho. Quando você aceitou ser o maior patrocinador do evento, como você entende que a sua experiência vai colaborar na construção e apoio artísticos das drags vencedoras, que ganharão bolsas de estudo no seu espaço?


🤩 Quando eu aceitei esse papel, não foi uma decisão comercial — foi uma decisão de propósito. A Multiverso nunca foi só uma escola, ela é um espaço de construção artística e de formação humana.

A minha experiência com dança, teatro e direção cênica me permite enxergar o artista como um todo. Então, essas bolsas não são só aulas — são oportunidades de lapidação. A gente vai trabalhar presença de palco, consciência corporal, construção de personagem, narrativa estética… tudo aquilo que transforma talento em linguagem artística consistente.

Eu acredito muito nesse processo: muitas vezes a pessoa já tem brilho, já tem identidade, mas falta ferramenta. E é isso que a gente entrega — ferramenta para que essas artistas ampliem o que já são, sem perder a essência.


🎤 Você acredita que o uso de espaços públicos da cidade, como o teatro Ópera, enaltece a arte das drags de que forma?


🤩 Sem dúvida nenhuma. Quando a arte ocupa espaços como o Cine-Teatro Ópera, ela muda de escala simbólica.

O teatro Ópera não é só um prédio — ele carrega memória, tradição, história da cidade. Quando a cultura drag entra ali, ela não está apenas se apresentando, ela está sendo legitimada como parte da cultura oficial, institucional, reconhecida.

Isso tem um impacto enorme. Porque durante muito tempo, determinadas expressões artísticas ficaram à margem. E quando você coloca isso dentro de um dos principais equipamentos culturais da cidade, você está dizendo: “isso também é cultura, isso também é arte, isso também merece palco, luz e aplauso”.

E mais do que isso — você amplia o público, você educa o olhar da cidade. E cultura, no fim das contas, é isso: ampliar repertório e transformar percepção.

Imagens: acervo pessoal

IMG_6755.jpg

Olá, que bom ver você por aqui!

Olá! Agradecemos por visitar nossa página. Se você gostou, não hesite em e recomendá-la para seus amigos. Sua ajuda é muito para nós!

Fique por dentro de todos os posts

Obrigado por assinar!

  • Facebook
  • Instagram
bottom of page