Violência de gênero contra mulheres com deficiência é pauta na ONU
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MABEL DISCUTE NA ONU VIOLÊNCIA DE GÊNERO CONTRA MULHERES COM DEFICIÊNCIA
Deputada estadual cumpre quarto dia de agenda na 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA)
A deputada estadual Mabel Canto (PP) participou nesta quinta-feira feira (12) do quarto dia de discussões e debates da 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA).
A parlamentar paranaense marcou presença no painel “Nenhuma mulher, nenhuma mãe deixada para trás: respostas inclusivas para pessoas com deficiência à violência de gênero”, organizado por representantes da Lituânia e que contou com a participação de Amanda McRae, advogada e defensora feminista dos direitos humanos com deficiência. Ela é uma das lideranças da Women Enabled Internacional (WEI) desde 2016. “É um trabalho tão fundamental. Cabe a esse comitê a documentação da violência de gênero e deficiência”, destacou Mabel Canto. A violência se manifesta de forma diferente para mulheres e meninas com deficiência. “É preciso avançar significativamente quando o assunto são os direitos das mulheres e meninas com deficiência globalmente”, afirmou a deputada estadual.
Entre as medidas que precisam ser adotadas e que foram debatidas na sede da ONU está o fortalecimento de um mecanismo que permita o reconhecimento precoce da violência neste grupo específico, com atuação principalmente junto as mães de meninas e mulheres com deficiência. Além disso, almeja uma responsabilização em todos os país sobre a condição de mulheres e meninas com deficiência em diferentes áreas.
A discriminação na área da saúde, emprego, educação, por exemplo, torna as mulheres e meninas com deficiência ainda mais vulneráveis a violência”, ponderou Mabel Canto.
A parlamentar integra a delegação paranaense da Central Integrada de Apoio Familiar (CIAF). Os compromissos da deputada estadual nos Estados Unidos seguem até o próximo sábado (14).
GUERRA NA UCRÂNIA
Durante o painel, representantes da Ucrânia, país em guerra com a Rússia desde 2022, alertaram sobre os riscos que mulheres e meninas com deficiência também enfrentam no conflito. Segundo eles, a Rússia tem frequentemente visado infraestruturas de saúde na Ucrânia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou mais de 1.800 ataques a instalações médicas desde o início da guerra. Esse cenário inviabiliza o atendimento necessário a mulheres e meninas com deficiência. “São realidades que nos fazem refletir sobre o nosso papel enquanto responsável por políticas públicas”, finalizou Mabel Canto.



